sexta-feira, 8 de abril de 2011
crossroads
Está na altura de me embrulhar com as palavras novamente. Esperei, esperei, esperei mas o momento de claridade ainda não chegou. Trabalhemos então por entre as sombras, talvez as palavras me ajudem a chegar lá...
Estou parada numa encruzilhada. Serei só eu? Parece-me que o mundo inteiro está ali comigo, suspenso numa indecisão momentânea mas que parece durar uma eternidade.
Falta-me coragem e sobra-me a preguiça de mudar o que tem que ser mudado e avançar. Avançar de uma vez por todas. Secretamente sei qual é caminho. É um segredo que guardo comigo há já um tempo. Mas o caminho é exigente e as distracções são tantas... continuo suspensa na encruzilhada com o mundo a respirar-me no pescoço. Tenho que avançar, ou mundo avança por mim e fico novamente à deriva. Mas por agora, permaneço. Só mais um pouco...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Fechado para Obras
Até mais do que a letra, esta música traduz o meu estado de espírito nos últimos tempos. Mudanças... Resistências... Evolução... Retrocesso...
Está tudo embaraçado. Não consigo escrever.
Até breve
Come and see
I swear by now I'm playing time against my troubles
I'm coming slow but speeding
Do you wish a dance and while
I'm in the front
The play on time is won
But the difficulty is coming here
I will go in this way
And find my own way out
I won't tell you to stay
But I'm coming to much more
Me
All at once the ghosts come back
Reeling in you now
What if they came down crushing
Remember when I used to play for
All of the loneliness that nobody
Notices now
I'm begging slow I'm coming here
Only waiting I wanted to stay
I wanted to play,
I wanted to love you
I'm only this far
And only tomorrow leads my way
I'm coming waltzing back and
Moving into your head
Please, I wouldn't pass this by
I wouldn't take any more than
What sort of man goes by
I will bring water
Why won't you ever be glad
It melts into wonder
I came in praying for you
Why won't you run
In the rain and play
Let the tears splash all over you
quinta-feira, 4 de março de 2010
A básica e essencial lição
Chegou antes do tempo. Nem dois quilos de toda a força luminosa do Universo. Um guerreiro minúsculo que já salvou o mundo.
A vida a correr como mar revolto e ele ali, minúsculo, a respirar sabiamente. Como deve ser. Com o amor que pára o tempo.
Salvou-nos.
Não nos resta mais do que segui-lo. Tem nome de rei e já salvou o mundo.
O amor que o trouxe a vingar a cada inspiração. A paz que dele emana a crescer a cada expiração.
A básica e essencial lição em menos de dois quilos. Um guerreiro minúsculo que nos fez parar e simplesmente... respirar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Crise de meia idade
É oficial. Acabei de passar uma crise de meia idade. Fazer 35 anos deu-me volta à cabeça. De repente, percebi que daqui a 5 anos terei 40. Mas como? Ainda ontem tinha 20!!! Mais que isso, invadiu-me uma sensação de que a vida já tinha passado por mim, intensa e inesgotável, e agora se transformava num monótono cumprimento de tarefas, num rol de responsabilidades de longo prazo que apenas me libertariam para me deixarem velha e sem forças para mais nada. Pensei em tudo o que não fiz e no que já não farei. O frio e a chuva empurraram-me ainda mais para dentro, para o fundo. Deixei-me ficar enrolada num frio desconfortável que uma vez instalado se tornou suportável. Nem ousei levantar-me para me cobrir com uma manta, embora a dita estivesse quase ao alcance de uma mão.
No final do ano uma amiga enviou-me uma mensagem com uma citação do Agostinho da Silva que dizia assim:
“O que a vida apresenta de pior não é a violenta catástrofe, mas a monotonia dos momentos semelhantes; numa ou se morre ou se vence, na outra verás que o maior número nem venceu nem morreu: flutua sem norte, sem esperança. Não te deixes derrubar pela insignificância dos pequenos movimentos e serás homem para os grandes; se jamais te faltar a coragem para afrontar os dias em que nada se passa, poderás sem receio esperar os tempos em que o mundo se vira”
Foi o início do regresso à luz. Se continuasse no meu desconforto confortável, realizando tarefas quase maquinalmente iria tornar-me uma dos tais "flutuantes". Nada disso está em mim. Não nasci para flutuar pela vida, e os meus 35 anos afirmam isto com toda a certeza. Aliás, gritam-me isso aos ouvidos, eu é que tinha escolhido não ouvir...
O regresso é sempre mais lento do que desejamos e há dias em que as "recaídas" ameaçam instalar-se. Mas a minha energia voltou e com ela o apelo à evolução, à procura da luz e do equilíbrio. E essa é uma busca sem tempo nem idade.
PS - este post é dedicado ao Pedro, pela paciência e eterna cumplicidade e à Elsa e ao Hugo, dois amigos que mesmo ao longe intuiram o meu vazio e vieram em meu auxílio. Lov u all!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
E porque jukeboxes há muitas... Otherside
E porque jukeboxes há muitas (tantas como os "othersides" das nossas vidas), deixo-vos com Otherside.
Esta música marcou um período de renovação. Não uma renovação, mas o início dela. A viagem de um lado para outro lado. Depois de 5 anos em curva descedente quase até ao ponto que para continuar... pior não podia ser. Ou assim se poderia ou deveria pensar. Uma vez chegado ao fundo de um poço, tudo parece perdido. Acordas de repente nu. Despido, fraco, susceptível. Andaste anos perdido no “infinito” do que tu és. Não do que tu és, mas de uma das perspectivas do que poderias ser. O processo descendente só por si já é bastante introspectivo. Quando chegas ao ponto de não teres nada, viras-te para ti. Em sofrimento acaba-se o processo nos constantes porquês e já bastas. Para quem consegue acabar...
O meu processo teve uma fase vivida a dois. Poderia-se pensar que foi uma coisa horrível. Mas não. Foi difícil, complicado. Turbulento, violento. Mas foi também cheio de amor e boas emoções. De auto-conhecimento e cumplicidades. Proteccionismos, tomar conta, salvaguardar. Foi um processo diferente. Foi o meu processo. Pode-se pensar que falo disto olhando para trás. Com outros olhos. Mas não o meu amor por essa pessoa, sempre se manteve. Não esmoreceu. Antes pelo contrário, cresceu. Transformou-se, engrandeceu!
Quando cheguei ao cimo do poço era tudo novo. The new “Otherside”. Que magnífica oportunidade, poder começar de novo. Já pensaram? Poderem-se reconstruir, praticamente do zero? Olhando para trás, foi isso que eu fiz. Poderia ter sido um processo mais rápido tivesse eu a consciência plena dessa oportunidade que me foi concedida. Demorou o tempo que teve que demorar, com as pequenas vicissitudes e grandes vantagens que trouxe.
“The Otherside”, o meu “Otherside”. O nosso” Otherside”.
Há muito mais do que se possa pensar ou ver! Nunca mais acaba é o infinito. E o melhor de tudo é re-encontrar essa pessoa em todos os “Othersides” pelos quais vou entrando. Abençoem o vosso caminho, percebam a razão das coisas. Percebam que o “MAL” afinal só vos fez BEM! The otherside é tudo. E tudo está ao nosso alcance. Ao sonho da Vida! Às verdadeiras amizades, que felizmente tenho muitas. Ao saber dar e mais importante que tudo, saber receber.
Este post é dedicado a ti. Por que agora tudo faz sentido. Pela amiga eterna, pela mãe, esposa e MULHER que hoje és. Pelo amor que foi antes, durante e que hoje continua em crescendo. UM SER DE LUZ!!
P.S.- Punha aqui várias músicas do álbum!
Esta música marcou um período de renovação. Não uma renovação, mas o início dela. A viagem de um lado para outro lado. Depois de 5 anos em curva descedente quase até ao ponto que para continuar... pior não podia ser. Ou assim se poderia ou deveria pensar. Uma vez chegado ao fundo de um poço, tudo parece perdido. Acordas de repente nu. Despido, fraco, susceptível. Andaste anos perdido no “infinito” do que tu és. Não do que tu és, mas de uma das perspectivas do que poderias ser. O processo descendente só por si já é bastante introspectivo. Quando chegas ao ponto de não teres nada, viras-te para ti. Em sofrimento acaba-se o processo nos constantes porquês e já bastas. Para quem consegue acabar...
O meu processo teve uma fase vivida a dois. Poderia-se pensar que foi uma coisa horrível. Mas não. Foi difícil, complicado. Turbulento, violento. Mas foi também cheio de amor e boas emoções. De auto-conhecimento e cumplicidades. Proteccionismos, tomar conta, salvaguardar. Foi um processo diferente. Foi o meu processo. Pode-se pensar que falo disto olhando para trás. Com outros olhos. Mas não o meu amor por essa pessoa, sempre se manteve. Não esmoreceu. Antes pelo contrário, cresceu. Transformou-se, engrandeceu!
Quando cheguei ao cimo do poço era tudo novo. The new “Otherside”. Que magnífica oportunidade, poder começar de novo. Já pensaram? Poderem-se reconstruir, praticamente do zero? Olhando para trás, foi isso que eu fiz. Poderia ter sido um processo mais rápido tivesse eu a consciência plena dessa oportunidade que me foi concedida. Demorou o tempo que teve que demorar, com as pequenas vicissitudes e grandes vantagens que trouxe.
“The Otherside”, o meu “Otherside”. O nosso” Otherside”.
Há muito mais do que se possa pensar ou ver! Nunca mais acaba é o infinito. E o melhor de tudo é re-encontrar essa pessoa em todos os “Othersides” pelos quais vou entrando. Abençoem o vosso caminho, percebam a razão das coisas. Percebam que o “MAL” afinal só vos fez BEM! The otherside é tudo. E tudo está ao nosso alcance. Ao sonho da Vida! Às verdadeiras amizades, que felizmente tenho muitas. Ao saber dar e mais importante que tudo, saber receber.
Este post é dedicado a ti. Por que agora tudo faz sentido. Pela amiga eterna, pela mãe, esposa e MULHER que hoje és. Pelo amor que foi antes, durante e que hoje continua em crescendo. UM SER DE LUZ!!
P.S.- Punha aqui várias músicas do álbum!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Miúda
Continuo a não me sentir adulta. Crescida. Incomodam-me os "esquemas" dos adultos. As teias que tecem, as areias movediças que atravessam o meu caminho. Não quero. Não entendo. Não sei jogar. Não quero aprender. Hei-de ser sempre miúda.
Todos os dias digo adeus ao céu azul mas ele renasce sempre no dia seguinte. É a minha sina.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Tesouros
Sempre tive muitos amigos. Mantenho amizades que já levam décadas mas a lista continua a aumentar. Hoje dei comigo a pensar nas razões, se é que existem, que nos levam a manter com alguém uma relação tão complexa e essencial como é para mim a amizade.
Para início de conversa estas coisas dos sentimentos parecem não ter razões, motivos explicáveis, plausíveis de ser tratados de forma racional (as tais razões que a razão desconhece). Mas mesmo dentro da irracionalidade das emoções, acontecem coisas mais “explicáveis” que outras. Se pegar nos meus amigos e nas características de cada uma dessas amizades, umas surgem como óbvias, outras parecem estranhas e despropositadas. Aparentemente tudo me distancia daquele outro. Aparentemente.
Gostarmos de alguém que nos desafia revelando-se o nosso contrário é, sem dúvida, uma aventura perigosa. Mas as amizades, quando não forçadas pela convivência quotidiana, tal como as relações amorosas livres de regras comuns, tornam-se espaçosas e logo, aguentam melhor a pressão. A pressão que vem de dentro e também a que vem de fora. Afinal, “diz-me com quem andas dir-te-ei quem és”.
A verdade é que todas as diferenças podem ser apagadas com um único ponto de união. Uma faísca solitária e poderosa que nos prende, nos encanta e nos liga (para sempre ou não, dependendo do impacto) ao outro. A força destas relações reside justamente nisto. Na força imensurável de um pormenor inesperado que, num segundo, nos põe em causa e muda tudo. Somos obrigados a rever toda a matéria à medida que as contradições se avolumam e nos sufocam. Mas quando deixamos de racionalizar e nos entregarmos à intuição, tudo funciona.
Se nas relações amorosas a sofreguidão dá normalmente lugar à frustração, tipo - “ I can’t live, with or without you”-, na amizade (cuja velocidade cruzeiro permite outras manobras) a probabilidade de sucesso e durabilidade aumenta. Apesar disso, nunca é fácil nem pacifico. No fundo é como se déssemos cara e corpo às nossas mais íntimas contradições. E é aí que surge a revelação. Do confronto à resolução. No meio da guerra, a chave do tesouro.
Sou guardiã de alguns tesouros. Esta vai directamente para um deles. Uma música que me lembra aquele momento em que o fim da noite e o início do dia se tocam numa harmonia (aparentemente) impossível.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Absent minded friend
Compreendo-te melhor do que pensas. Faço por ti o que um dia já fizeram por mim. Remo e remarei sempre contra essa maré que apesar de parecer vir sempre a teu favor, vem contra ti. Podes continuar ausente, eu estou presente.
Alerta.
À espera.
À tua espera...
Well it's a silly thing
That I've been wondering
Shall we drink a toast to
Absent minded friends
To all who turn the corner and
To those who went round the bend
Everybody raise your glasses
Drink and drown
Melancholy for the masses
Love come down
Well it's a silly thing
That I've been wondering
Maybe you will never
Bridge the gulf
Baby you are just too sensitive
Are you numb enough?
Can we ever feel this
Impending void?
Have we become what we intended
To avoid?
Have you ever smiled for too long?
Till you're aching
Have you ever laughed till you cried?
Till your heart is breaking.
Have you ever smiled for too long?
Till you're aching
Have you ever laughed till your heart is breaking.
Well it'a a silly thing that I've been wondering.
Love is always riddled with
Selfishness
Few will find joy in their
Big success
From the sublime to the ridiculous in the
Blink of an eye.
Funny all too funny
You're a funny guy
If it'a too much to feel
Come this way my friend
Try to keep it unreal
Feels good to let yourself descend to pretend
We can transcend our everyday existances
No distances
How did we come undone?
Became what we've become
Have you ever smiled for too long?
Till you're aching.
Have you ever laughed till you cried?
Till your heart is breaking.
Have you ever smiled for too long?
Till you're aching.
Have you ever laughed till your heart is breaking.
How did we come undone?
Have you ever smiled for too long?
Till you're aching.
Became what we've become
Have you ever laughed till you cried?
Till your heart is breaking.
How did we come undone?
Have you ever smiled for too long?
Became what we've become
Have you ever laughed till your heart is breaking.
How did we come undone?
Became what we've become
How did we come undone?
Became what we've become
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Heroes
Naquela noite tudo se precipitou. Ficaram sós em frente ao mar, entre a noite escura e as ondas que batiam no paredão. Confessaram-se, choraram e riram juntos. Ficaram até o sol nascer, esticando aquele momento que sabiam único. O dia trouxe a realidade, a complexidade da vida e das relações humanas. E dia após dia a impossibilidade de permanecerem juntos apresentava-se tão forte como as ondas que batem no paredão em noites escuras.
Tal como na música do Bowie...
I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be Heroes, just for one day
And you, you can be mean
And I, I'll drink all the time
'Cause we're lovers, and that is a fact
Yes we're lovers, and that is that
Though nothing, will keep us together
We could steal time,
just for one day
We can be Heroes, for ever and ever
What d'you say?
I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing,
nothing will keep us together
We can beat them, for ever and ever
Oh we can be Heroes,
just for one day
I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can be Heroes, just for one day
We can be us, just for one day
I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns shot above our heads
(over our heads)
And we kissed,
as though nothing could fall
(nothing could fall)
And the shame was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes,
just for one day
We can be Heroes
We can be Heroes
We can be Heroes
Just for one day
We can be Heroes
We're nothing, and nothing will help us
Maybe we're lying,
then you better not stay
But we could be safer,
just for one day
Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh,
just for one day
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Ninguém é o que pensa?
Ninguém é o que pensa, pois não mãe? - os olhos castanhos enormes a pedirem apaziguamento para as dúvidas da alma que quase não cabe naquele corpo pequeno.
- Isso foi algo que pensaste sozinha ou ouviste alguém dizer?
- Acho que vi num filme, já não me lembro bem... tenho andado a pensar nisso...
- Sim, acho que sim. Parece-me que será verdade.
- Porquê?
Pausa...
- Porquê??!
- Porque cada pessoa tem uma visão só sua, um pensamento só seu. Por isso é que às vezes é tão dificil vivermos uns com os outros. Vemos, pensamos e sentimos as coisas de maneira diferente, única.Por outro lado, é mesmo isso que torna a nossa vida tão divertida, sermos todos tão diferentes.
- Pois é...
- Sabes uma coisa que pensei mesmo agora?
- O quê mãe?
- Que normalmente as coisas melhores da vida também são as mais dificeis. Não achas?
- Vou pensar... Boa noite mãe.
Alguns minutos depois o sono vencia as angústias existenciais da pequena. Já eu, demorei muito tempo a adormecer.
Eclipse
(Waters)
All that you touch
All that you see
All that you taste
All you feel.
All that you love
All that you hate
All you distrust
All you save.
All that you give
All that you deal
All that you buy,
beg, borrow or steal.
All you create
All you destroy
All that you do
All that you say.
All that you eat
And everyone you meet
All that you slight
And everyone you fight.
All that is now
All that is gone
All that's to come
and everything under the sun is in tune
but the sun is eclipsed by the moon.
"There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark."
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Às vezes é preciso, mesmo que seja só uma...
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Said I don’t want to leave you lonely
You got to make me change my mind
Baby I got your number and I know that you got mine
You know that I called you I called too many times
You can call me baby
You can call me anytime, but you got to call me
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Said I don’t want to leave you lonely
You got to make me change my mind
I don’t want no one to squeeze me
They might take away my life
I don’t want no one to squeeze me
They might take away my life
I just want someone to hold me
And rock me through the night
This youthful heart can love you and give what you need
This youthful heart can love you and give what you need
But I’m too old to go chasing you around wasting my precious energy
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Said I don’t want to leave you lonely
You got to make me change my mind
Baby just gives me one reason
Give me just one reason why
Baby just gives me one reason
Give me just one reason why I should stay
Because I told you that I loved you and there aren’t no more to say
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Mudanças
Não gosto desta casa, não tem candeeiros! - declarou após um dia na casa nova.
Fiquei alarmada. E se todas estas mudanças, sonhadas e pensadas há tanto tempo não resultarem? Será que as miúdas se adaptam? Será que nós nos adaptamos? E se tudo isto não passou de um engano? Será este o caminho?
Repeti a mim própria frases "autocalmantes" e concentrei-me em coisas práticas, evitando grandes reflexões. Os dias foram passando. A energia branca da casa despida ia ganhando cor. As miúdas lentamente a ceder às tácticas didácticas e participativas que íamos experimentando. Mas de quando em vez, voltavam as interrogações:
- Quando voltamos para a casa velha?
- A casa velha nunca mais vai ser nossa?!
Acabadas as férias, a integração nas escolas novas. A angústia da mais pequenita:
- Mas esta não é a minha escola!
Respira fundo, conta até 10. É questão de dias... Será?
Passaram algumas semanas. Poucas. Cada dia melhor que o anterior.
Ontem, o presente mais esperado. Voltávamos a casa ao final do dia e a menina que não gosta de casas sem candeeiros declarou:
- A nossa casa é mais linda do mundo!
Parece que as pequenas trataram do assunto. Atacaram a mudança, esmiuçaram-lhe todos os contornos e deram a volta. Não sei porque me preocupei...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Festivais de Verão
Cerveja intragável a dois euros. Merchandising estupidificante tipo colares com luzes a piscar ou bandoletes com antenas, usados com orgulho por noventa por cento dos festivaleiros. Meninas quase despidas a vender todo o tipo de inutilidades e concursos ridículos com prémios absurdos. É este o inferno com que temos que conviver para ver e ouvir música na maioria dos festivais de Verão. A náusea só termina quando, mais uma vez, nos encontramos perante grandes músicos e grandes concertos.
Este Verão, para além dos fenomenais Dave Mathews Band, tive o privilégio de assistir a dois concertos brutais: Asian Dub Fundation e Nitin Sawhney.
Arrebatadores!
(ando a tentar fazer este post há séculos em pcs emprestados por cinco minutos... acabei de desistir. Deixo-vos a música que é o que verdadeiramente interessa. Quando houver condições volto à carga.)
Este Verão, para além dos fenomenais Dave Mathews Band, tive o privilégio de assistir a dois concertos brutais: Asian Dub Fundation e Nitin Sawhney.
Arrebatadores!
(ando a tentar fazer este post há séculos em pcs emprestados por cinco minutos... acabei de desistir. Deixo-vos a música que é o que verdadeiramente interessa. Quando houver condições volto à carga.)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Dave Mathews Band ou O Concerto
Depois do concerto que vi no sábado com esta malta parece-me impossível chamar música a qualquer outra coisa... Lindo, lindo, lindo!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Agora é o caso
Não costumo falar de trabalho aqui. Excepto quando o trabalho vem para casa comigo. Agora é o caso.
Violência. Natureza humana. Mais dura e secreta quando acontece dentro de casa. Violência doméstica. Mexe com todos nós, não se iludam. Fala, aliás, grita coisas horríveis sobre todos nós. Por isso, a cabeça lá nos prega mais uma rasteira e faz por nos cegar.
A degradação das relações humanas, a céu aberto em jornalecos sensacionalistas, abrindo telejornais, escancarando portas de hospitais, tribunais e prisões.
Mas apenas quando o ciclo se quebra de forma definitiva, irremediável. Para trás ficaram anos, (10 anos, 20 anos, 30 anos...) de gritos sem eco, queixas engavetadas, pedidos de ajuda mais ou menos evidentes. Fora umas poucas mãos cheias de mulheres e homens seriamente empenhados nesta luta, a grande maioria permanece impávida e serena, cultivando a tradição da violência nas nossas casas pelo SILÊNCIO, que na melhor das hipóteses permite-se crescer a um murmúrio momentâneo.
Não exagero(infelizmente)acreditem. Os ciclos quebrados a tempo, as pequenas vitórias, acontecem única e exclusivamente porque alguém escolheu ver, ouvir, sentir e agir. Existiu uma interacção e aquela história deixou de ser um segredo. E é a partir daí que surgem planos, estratégias, hipóteses de saída.
Os maus segredos, fora do armário, tendem a encolher...
Escolham ver, ouvir e sentir aqueles que se cruzam nas vossas vidas. É a única arma possível para uma revolução que tarda em chegar...
domingo, 5 de julho de 2009
Um
Quando este tema começou a invadir as rádios eu vivia o final agonizante da minha primeira relação amorosa e imediatamente colei toda a dor que sentia ao "One". Inconsciente das minhas próprias limitações emocionais na altura, estava convencida que tinha dado tudo àquele amor e sofria perdida em ilusões, assustada por novas realidades que me batiam de chapa como ondas no Inverno.
Só mais tarde, com as dores cicatrizadas e já meio difusas nas minhas memórias, compreendi a genialidade desta canção. Nela cabem todas as histórias de amor, desde as que vivemos apenas na nossa cabeça até à própria história da humanidade e a sua procura colectiva e espiritual do Amor. Sermos Um quando somos dois, quando somos muitos, quando somos todos. Nela cabem todas as lutas e todas as dores de sermos Um, único e só. Nela cabem todas as dúvidas existenciais que provêm desta estranha dinâmica de dar e receber e os todos os riscos que corremos quando nos entregamos verdadeiramente. O outro Um, por vezes tão próximo, outras vezes tão distante, tão diferente. Um...
Is it getting better, or do you feel the same?
Will it make it easier on you now
You got someone to blame
You say
One love
One life
When it's one need in the night
One love
We get to share it
Leaves you baby if you don't care for it
Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well it's...
Too late
Tonight
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One
Have you come here for forgiveness?
Have you come tor raise the dead?
Have you come here to play Jesus
To the lepers in your head?
Did I ask too much?
More than a lot
You gave me nothing, now it's all I got
We're one, but we're not the same
Well we hurt each other
Then we do it again
You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter but then you make me crawl
And I can't be holding on to what you got
When all you got is hurt
One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters
Brothers
One life
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Músicas com Respeito III
Estes pedem só a "little". Será que nestas coisas do respeito o tamanho não conta?
E agora na versão dos Silence 4...
E agora na versão dos Silence 4...
Músicas com Respeito II
Respect
(oo) What you want
(oo) Baby, I got
(oo) What you need
(oo) Do you know I got it?
(oo) All I'm askin'
(oo) Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Hey baby (just a little bit) when you get home
(just a little bit) mister (just a little bit)
I ain't gonna do you wrong while you're gone
Ain't gonna do you wrong (oo) 'cause I don't wanna (oo)
All I'm askin' (oo)
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)
I'm about to give you all of my money
And all I'm askin' in return, honey
Is to give me my propers
When you get home (just a, just a, just a, just a)
Yeah baby (just a, just a, just a, just a)
When you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)
------ instrumental break ------
Ooo, your kisses (oo)
Sweeter than honey (oo)
And guess what? (oo)
So is my money (oo)
All I want you to do (oo) for me
Is give it to me when you get home (re, re, re ,re)
Yeah baby (re, re, re ,re)
Whip it to me (respect, just a little bit)
When you get home, now (just a little bit)
R-E-S-P-E-C-T
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take out a TCP
Oh (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
A little respect (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
Whoa, babe (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
I get tired (just a little bit)
Keep on tryin' (just a little bit)
You're runnin' out of fools' (just a little bit)
And I ain't lyin' (just a little bit)
(re, re, re, re) 'spect
When you come home (re, re, re ,re)
Or you might walk in (respect, just a little bit)
And find out I'm gone (just a little bit)
I got to have (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
Músicas com Respeito I
É Mesmo Assim (Respeito)
Levo o meu trabalho com prazer e muito a sério,
com calma a doninha vai criando o seu império,
Exijo muito respeito porque sei que o mereço,
seis anos a dar-lhe- isto é tudo o que conheço
Não fales mal de mim, porque o teu som nunca deu,
isso é teu problema, não é problema meu,
Liricamente, não tens hipotese, é deprimente,
Criativamente o teu cérebro esta dormente,
Queres ter respeito, dá-te ao respeito,
assim terás todo o respeito a que tens direito
inveja não puxa carroça,, nem sequer faz mossa,
na segunda parte, ja levas uma coça...
REFRÃO:
é mesmo assim,
é mesmo assim, puto - RESPEITO
Novamente Virgul em acção, quando pego no mic o inimigo treme,
Se pensas que és grande, vai com calma porque não passas de um simples verme,
Sou muito amigo do meu amigo,
Sou mais perigoso que o próprio perigo
respeito quem me respeita, nunca queiras ser meu inimigo,
E tem juízo, puto, cuidado com as coisas que falas,
Se não gostas de cafézinho, toma lá um chá e vê lá se te calas,
Esconde-te em casa, Virgul no mic check também arrasa
Não sou nenhum g mas às vezes também fico em brasa,
Ardente, a tua inveja é mais do que evidente,
e se queres nos deitar abaixo, só mesmo um milagre,
tens que ser mais crente,
mas dificilmente a tua vontade sera realizada,
Não venho da " OLD SCHOOL " mas ja tenho alguns anos de estrada
Porque...
refrão
Com rimas vou-te ao rabo, começo e não acabo
quase que me babo, fico brabo enquanto me gabo,
Bacano, tenho razões para isso, deixa-te disso,
ouro maciço, quando largo o meu piço atiço o compromisso,
de fazer o que sempre fiz como sempre fiz,
da maneira que quis, claro como gis, abafo g's
ou gilletes - não sabes no que te metes,
a doninha tem os beats mais fats, besides, i'm ready for this cats
You wanna bet? This bet is set, mano-a-mano, téte a téte
Vomitas na retrete e eu cool like dat, rebobina a cassete
Puto PAC tá na área - RESPECT!!!
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